GEO: 4 dicas para melhorar a presença da marca em respostas de IA

Nova abordagem amplia o SEO tradicional e ajuda marcas a se posicionarem como fontes confiáveis nos modelos de linguagem generativa.

A ascensão de plataformas como ChatGPT, Gemini,  Perplexity, assim como features como as AI Overviews do Google, pode transformar a maneira como informações são buscadas e consumidas.

Nesse novo cenário, surge o conceito de GEO (Generative Engine Optimization), abordagem que ajuda empresas a manterem suas marcas visíveis nas respostas geradas por inteligência artificial.

Segundo a OpenAI, o ChatGPT superou a marca de 100 milhões de usuários semanais ativos em 2023. A Perplexity, por sua vez, já ultrapassou 10 milhões de usuários mensais ativos. Esse volume crescente de interações com modelos de IA mostra uma mudança de comportamento significativa.

Esse movimento se reflete também no desempenho de marcas no digital. Um levantamento da Adobe mostrou que, durante a temporada de compras de 2024, houve um aumento de 1.300% no tráfego de sites de varejo originado de referências vindas de buscas por IA.

Os consumidores que chegaram por esse caminho passaram 8% mais tempo, navegaram por 12% mais páginas e apresentaram uma redução de 23% na taxa de rejeição em comparação com usuários vindos de buscas tradicionais.

De acordo com Letícia Bernadino, gerente de SEO e associate partner da Cadastra, “o GEO representa uma evolução natural do SEO. Hoje, as buscas não se limitam a respostas com mais a uma lista de links, mas sim a respostas diretas e contextualizadas. As marcas que souberem se adaptar a essa nova realidade terão um diferencial competitivo”.

Ao contrário do SEO tradicional, focado em melhorar o ranqueamento de páginas nos motores de busca, o GEO visa inserir marcas dentro das respostas fornecidas pelos modelos de IA.

“Agora, não bastam mais estratégias e táticas para aparecer no Google. O desafio é construir autoridade e garantir que as inteligências artificiais reconheçam sua marca como uma fonte relevante”, explica Letícia.

A presença digital nos modelos de inteligência artificial depende de diversos fatores: reconhecimento da marca como uma entidade confiável, forma de indexação dos dados por diferentes plataformas e relevância contextual do conteúdo.

Ferramentas de IA como Perplexity, Claude, ChatGPT e Gemini diferem na forma de obter e apresentar essas informações.

A Perplexity atua como uma fusão entre motor de busca e IA, utilizando dados da web em tempo real para gerar respostas diretas com linguagem natural, sendo mais responsiva a estratégias de GEO.

Claude, da Anthropic, baseia-se em um banco de treinamento estático que é atualizado periodicamente, “o que limita sua atualização em tempo real”.

Já ChatGPT e Gemini adotam um modelo híbrido, “combinando dados de treinamento com acesso a informações atuais, o que amplia a flexibilidade e influência sobre suas respostas em comparação ao Claude”.

Especialistas apontam quatro ações iniciais para empresas que desejam se destacar nas respostas geradas por IA:

  1. Analise sua presença nas plataformas de IA: teste como sua marca é mencionada em ferramentas como ChatGPT, Perplexity e Gemini.
  2. Crie conteúdo relevante e estruturado: materiais informativos e contextualizados aumentam as chances de sua marca ser citada.
  3. Construa autoridade digital: mantenha sua marca citada em fontes reconhecidas e associada a termos estratégicos.
  4. Monitore e ajuste sua estratégia: acompanhe como a IA responde e refine sua abordagem com frequência.

Segundo a McKinsey, 75% das empresas no mundo planejam adotar IA generativa nos próximos três anos, o que reforça a necessidade de adaptação nas estratégias de marketing digital.