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Encontro Futurecom pós-MWC debateu desafios do setor de telecom

O Futurecom reuniu especialistas das áreas de tecnologia, telecomunicações e conectividade para debater temas que foram a tônica do Pós-MWC Barcelona By Futurecom 2025.

No encontro presencial “Game changers” para o Brasil – Tropicalizando tendências de Barcelona para o mercado nacional”, realizado na sede da KPMG, foram discutidos também os desafios do mercado nacional.

Entre os principais temas e aspectos, foram abordados o amadurecimento de modelos de Internet das Coisas (IoT), a evolução do 5G, a busca por novas fronteiras como o 6G, além dos relevantes avanços da Inteligência Artificial (IA) e seu impacto nas telecomunicações e nos mais variados setores da economia. Também foram debatidos o papel da regulação no avanço do setor no Brasil, com foco na aceleração do 5G e na introdução de novas tecnologias como as redes privativas e a Internet Passiva das Coisas (Passive IOT).

Ari Lopes, gerente sênior de Service Providers Americas da Omdia, trouxe as principais análises sobre como a IA, forte aliada ao 5G, pode transformar a eficiência dos processos empresariais e abrir novas oportunidades de monetização para empresas de telecomunicações.

Além disso, destacou como a IA Generativa pode desempenhar um papel importante em ações de missão crítica, como prevenção de acidentes e resgates, e seu potencial para moldar o futuro das telecomunicações.

“O apetite para o 6G está acontecendo com foco em IA. É importante também um olhar atento para a regulação deste mercado. Certamente, teremos a consolidação do setor para que o ganho de escala se estabeleça e amplie a competitividade no segmento face aos seus desafios”, destacou Ari Lopes.

Em uma de suas falas, Vinícius Caram, conselheiro substituto da Anatel, confirmou que o tema da desoneração do IoT chegou a ser discutido com parlamentares da delegação brasileira ao MWC, em Barcelona. Segundo Caram, os parlamentares se mostraram favoráveis à continuidade da política de desoneração. Hermano Pinto complementou que “os políticos entenderam que não faz sentido cobrar uma taxa excessiva sobre dispositivos que são relevantes para o mercado nacional”. No entanto, o executivo do Futurecom destaca que é importante ter essa renovação. E não só para IoT, mas também para satélite. Já Daniela Martins, representante da Conexis e Telebrasil, reforçou que o benefício só poderá ser renovado pelo período de cinco anos por conta da legislação.

O fato de as organizações estarem cada vez mais interessadas no equilíbrio do crescimento tecnológico com a responsabilidade ambiental também jogou luz para um tema relevante. Com isso, sustentabilidade energética nas telecomunicações foi um dos temas discutidos na ocasião, uma vez que endereça sua importância diante da transformação digital em evidência e o avanço das redes 5G permite a entrega de energia ainda mais eficiente.

No campo das tendencias para o futuro, e embora o 6G estivesse em debate, o foco principal foi no 5G, especialmente em como rentabilizar os investimentos feitos, com um reconhecimento de que as principais oportunidades estariam no mercado B2B (enterprise).

Já a Inteligência Artificial emergiu como um tema central e uma poderosa ferramenta para diversas aplicações no setor de telecomunicações, gerando conclusões acerca de soluções de IA para infraestrutura de telecomunicações, como a IA-RAN Alliance focada em redução do consumo de energia e gerenciamento eficiente de sites; IA para produtividade, apontando para a integração de agentes de IA nas interfaces de diversas soluções; Serviços de IA oferecidos por operadoras em várias verticais; Uso de IA em soluções de antifishing e anti-spam.

Para Hermano Pinto, “o MWC 2025 evidenciou um setor em transformação, com a IA permeando diversas áreas, um movimento em direção à abertura de redes por meio de APIs, o início da monetização da network slicing, um debate regulatório intenso sobre consolidação e autonomia, e a crescente influência das empresas asiáticas no cenário global de telecomunicações”.

O evento contribuiu também para o debate sobre os desafios das redes privativas, suas complexidades e custos. O interesse cada vez mais amplificado por esse tipo de rede no país acompanha uma tendência global de maior controle e segurança no gerenciamento de dados dada a sua relevância em um ambiente cada vez mais conectado e interdependente.

Claudia Sargento

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